domingo, dezembro 14, 2008

Chuva

(google)



E chove, chove! Ontem foi sem parar e hoje parece que vai pelo mesmo caminho!

Gosto de ouvir chover. Até gosto de andar à chuva! Mas sempre que cai desta maneira e o frio a acompanha, não consigo deixar de pensar naqueles que não têm condições de vida e, nestes dias, estão com frio, muito frio e, muitas vezes, bastante molhados...penso nas pessoas...penso nos animais...

8 comentários:

Sophiamar disse...

Querida Amiga Grande

Também gosto da chuva, do frio, da neve mas no conforto da minha casa. Porém,também o desconforto em que muitos vivem não me deixa saborear tanto quanto queria estes momentos. As assimetrias sociais e económicas não se dissiparam tanto quanto eu sempre desejei e acreditei porque está ao alcance do homem acabar com a guerra e com a fome. Não me parece que o queiram porque há tanto dinheiro mal gasto que só uma parte dele seria suficiente para que tofos vivessem com dignidade.
Não é este o mundo que quero para viver. Não é este o modelo de sociedade nem o modelo político que defendo. Eu quero paz, pão, trabalho, saúde, liberdade... para TODOS.
Infelizmente, estou a perder a capacidade de sonhar e quando ela desaparecer totalmente que seja a hora de partir.

Beijinhos mil

Bem-hajas!

p.s. As melhoras do teu sogro.

elvira carvalho disse...

Estamos todos, ou quase todos desiludidos. Não era este o futuro qe sonhávamos na juventude. Também penso nos desabrigados. O centro do Pisão está pedindo roupas. Vou passar um email daqui a pouco. E ver se arranjo quem me leve lá algumas coisas.
Um abraço

Músico Guerreiro aka Melões disse...

Aqui, hoje, ja nao chove. Mas ainda chove muito em mim. E apesar dos que nao se podem proteger, ha que acreditar que o sol brilha para la das nuvens e que estas mais cedo ou mais tarde hao-de desaparecer.
Beijo

Menina do Rio disse...

Olá querida, a gente quase não se visita, mas é sempre bom receber um carinho teu, como também me alegra vir à tua casa.
Desejo que tua semana seja maravilhosa!

Beijinhos

Susete Evaristo disse...

Olá amiga gostei de saber noticias tuas já te respondi lá no meu espaço mas não quiz deixar de vir aqui também.
Sempre a pensar nos outros amiga. O dificil é pensar na impotência de cada um em resolver tantos problemas e que da parte de quem tem a maior responsabilidade só se ouvem discursos demagógicos, como o que nesta hora estou a ouvir pois segundo o 1º ministro as familias até estão muito bem é a baixa da gazolina e da taxa euribor!!!!!!!!!!!!
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Amiga há dias mostrei as imagens abaixo a uma outra amiga que tem tambem muitos animais, ela ficou encantada com os teus gatinhos.
Eu só tenho um e parece-se muito com o mais tigrado.
Hoje comprei-lhe uma mantinha fofinha e já a adoptou como cama junto ao aquecedor da sala.
Beijinhos

Maria disse...

Querida Amigona

Nada de baixar os braços à luta!
Só mudando isto poderemos dar aos mais velhos e aos sem abrigo a dignidade que todos merecem.
Não percas a capacidade de sonhar que um dia isto vai acontecer. Porque VAI acontecer...

Um abraço apertado e um beijo enorme

Brancamar disse...

Aquilo em que tu pensas é realmente o mais aflitivo nesta sociedade. Já tive algumas vezes oportunidade de passar por essas pessoas de manhã cedo. Felizmente que já vão havendo mais albergues nas cidades. O Porto tinha um centenário, mas hoje já tem muitos mais apoios, inclusivamente a Porta Amiga da Ami abriu há poucos anos um dormitório no mesmo local onde já oferecia refeições, lavandaria, chuveiros, reinserção social, etc, etc.é um serviço exemplar. Que bom se houvessem muitos assim. No entanto há sempre pessoas aqui e ali por alguns cantos da cidade em reentrâncias de prédios mais abrigados, há sempre uns cobertores e umas caixas que nos impressionam e que marcam posição a partir das 23h. Uma vez ajudei a minha filha a fazer uma reportagem para um trabalho de curso e observei-os discretamente a posicionarem-se, enquanto outros transeuntes que trabalhavam até tarde ainda aguardavam nas paragens os últimos autocarros.
É por isso que me sinto tão indiferente a esta euforia do Natal, que embora menor este ano, não deixa nunca de ser excessiva.
E na reunião de família não consigo deixar de me lembrar da solidão de alguns nesse dia, não só dos sem abrigo que às vezes têm a sua ceia nas instituições, mas também muito de outras solidões muito dolorosas.
Beijinhos para ti.
Obrigada pela tua partilha e pela tua sensibilidade.
Branca

SILÊNCIO CULPADO disse...

Amigona

Realmente, miga, tanta chuva e tanta gente sem abrigo, e tanto animal abandonado. O Inverno expõe e agrava a pobreza. É confrangedor pensar que a pobreza piora e que há tanta riqueza imoral.

Beijos